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Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

21
Jan12

Nota Mental: a mim e a ti, Zanetti

Catarina Watson.

 

 

 

Só para informar que este post vai ser altamente deprimente. Perdoem-me, mas eu preciso mesmo de escrever. É me completamente impossível transcrever para palavras tudo aquilo que estou a sentir. Todas as tentativas são meramente inúteis.

Alías, por muito que isto soe a um exercício mental masoquista, a minha intenção é interiorizar, de vez, que a minha vida mudou. MUDOU. Acabou. Percebe isso, Watson. Não quero atribuir culpas nem preocupar-me com trivialidades; Neste momento, basta. Contudo, por muito que me esforce, não consigo. Martirizo-me constantemente, dou atenção aos mais ínfimos pormenores. Tal vez a culpa tenho sido minha. Talvez tenha sido tua. Talvez tenha sido o Universo, que, por entre os seus interstícios, decidiu fundir duas almas de pólos iguais. E nós, pólos em extremos opostos, tentanto desafiar as leis da física e da natureza, tentamos unirmo-nos: ingenuamente fintar a cronologia normal, mas não conseguimos. Repelimo-nos.

Mas dói tanto. Cada centímetro que me tento mover para o lado oposto do Mundo, existe sempre algum atrito que me tenta mudar a rota; Persuadir. Vá lá, terminemos isto de uma vez por todas. Aqui ficam todas as memórias, todas as palavras, todos os segredos, todas as promessas, todos os sítios, todos os sonhos, todas as músicas. Leva-as todas contigo. Não me deixes nenhuma tua, e toma o destino inverso do meu. Fica com uma metade do Mundo, que eu fico com a outra. Nunca nos vamos oficialmente desprender. Teremos sempre uma ligação entre nós, claro está.  Só te peço que a guardes tão bem como eu - involuntariamente - faço.

Ora vai, parte. Deixa-me de uma vez por todas. E, por favor, nunca mais voltes atrás.