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Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

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23
Abr12

Morte: s.f.- acto de morrer; fim da vida; cessação das capacidades vitais; destruição

Catarina Watson.

Hoje, num aparente monótono dia de aulas, recebemos a noticía de que o pai da M. morreu. Ela também não sabia de nada. Durante uns segundos ficamos t

odos a olhar uns para os outros, do tipo "slow motion mode". Ninguém sabia o que dizer, ou o que fazer. Ninguém. 

Garanto-vos de que é o pior sentimento de impotência que alguma vez podem sentir: verem um amigo vosso a sofrer, à vossa frente, e vocês querem reconfortá-lo, minimizar a sua dor, mas não podem! Simplesmente não conseguem, ou não sabem como!

Uns choraram, outros faziam dissertações acerca de como seria o futuro da M. Inevitavelmente, o sentimento de "pena" apoderou-se de muitos de nós.

Para ser franca, nunca imaginei - ou melhor - nunca supus sequer, uma situação destas, que nos pudesse afectar tanto, não sendo "directamente" connosco. 

Alguns instantes depois, comecei a pensar: "E se fosse comigo? E se me dissessem que alguém que eu amo acabara de morrer, assim, de um instante para o outro?". E acabei por chegar à conclusão de que perdemos demasiado tempo. Tempo com futilidades, com brigas mesquinhas, intrigas, coisas meramente insignificantes. Porque, no fim de contas, é nestes momentos que vemos o que para nós, para mim, para ti que estás a ler isto, é realmente importante: e tudo se resume a pessoas e a sentimentos. Por isso, não percam tempo com coisas desnecessárias, por favor. Porque de certeza que há por aí alguém a precisar de ti, de uma palavra amiga. Dá-lha, enquanto tens essa oportunidade, porque daqui a nada pode ser tarde demais.

E força, M. Estamos todos contigo.

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