Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

08
Out12

Daily Life

Catarina Watson.

Preparem-se para o apocalipse, para um fenómeno inesperado qualquer, porque hoje, finalmente, fui ao ginásio. O meu "eu" interior ainda protestou "O quê watson, és mesmo tu?!" mas a razão acabou por falar mais alto e lá fui eu.

Escusado será dizer que não sinto nada do pescoço para baixo, e que amanhã há party hard outra vez. Nem sei se me hei de alegrar ou deprimir. Depois queres crepes com chocolate, não queres? Então, c'est la vie!

06
Out12

Beautiful like diamonds in the sky

Catarina Watson.

Sorriso no rosto, alma bonita (pelo que dizem), sincera. De confiança, também. Daquelas que ficam de fora e deixam muito poucos entrar lá dentro, ou quase nenhuns, até. Decidida, sabe muito bem aquilo que quer e não quer. Parece ser das pessoas mais frias deste mundo; no entanto é, talvez, muito mais sensível do que muitos julgam: apenas sabe usar máscaras com uma subtileza incrível. Para quê? -perguntam vocês e perguntam-me eles. Talvez porque a vida a fez assim. Certamente porque a vida me fez assim. Com um medo constante de cair na amargura, susceptivel de más interpretações. Por isso prefere guardar para si, não dar demais, para se resguardar. Mas porque é que é assim tão dificil despires-te? Não sei, tenho medo. Mãe, olha para mim, eu disse que tinha medo! Mãe, eu despi-me! E onde estás tu, mãe, agora que  o fiz? Ocupada com as tuas próprias máscaras, ou com as dos outros, talvez. Deve ser isso. E, mais uma vez, não me viste. Mas eu sei que te vais aperceber, mais tarde. Vais olhar para mim, quem sabe, até sorrir e dizer que tens orgulho. Orgulho pela independência, pelas ambições, pela força, pela mulherzinha. Dentro de mim eu sei que sim. Por fora, tu achas que sim.

Entretanto eu não sei muito bem onde parar, ou no que agarrar. Quando ninguém repara, rasgo a máscara. Choro. Mas depois, lentamente, volto a refazê-la. E vocês não dão por nada, talvez um dia. Talvez um dia tudo mude, fora ou dentro de mim, eu sei que sim.


03
Out12

Crónicas e metáforas nunca se deram bem.

Catarina Watson.

Há uma determinada altura da vida em que achamos que conseguimos pegar nas pessoas, ligá-las umas às outras e formar uma corrente que nos pertença, que nos envolva, que nos proteja.

Mas, algum tempo depois, apercebemo-nos de que não conseguimos. Tu, uma pecinha igual a tantas outras, não tens a força, nem muito menos a agilidade necessária para te encarregares de ti próprio (quanto mais das outras).

Então deixas a ideia de parte, por muito que te custe.

Com o decorrer da vida, passas por alturas em que precisas de mais força do que outras e reparas que não tens a tua corrente contigo. Mas vê bem:  seguraste-te! 

Então é aí que olhas à tua volta e vês que todos procuram a mesma coisa. Querem juntar-se a alguém ou alguma coisa, sentir que pertencem e que possuem.

E tu observas. Não sabes se hás de avisar, ou não. Até que tentas, tentas explicar-lhes que também já 'tentaste' e é complicado. Há sempre alguma peça mais revolta, agitada, ou com mais força, sob a qual não consegues ter controlo.

Explicas-lhe que é difícil, mas não acreditam em ti. Preferem acreditar que é possível. Sonham. E tu, deixa-os simplesmente sonhar, continua o teu caminho.


Quem sabe, um dia, não os voltes a encontrar numa qualquer subida a precisar de tanta segurança quanto tu; Ou então não, e nunca mais se voltam a ver. Esta era apenas a "desculpa" arranjada pelo destino para vos separar. E eu, na minha modesta opinião e neste preciso momento, prefiro deixá-lo fazer o seu trabalho.


Tumblr_ltpgv4excx1qf8omyo1_500_large

 

02
Out12

Dissertações

Catarina Watson.

Inventam pessoas e histórias, porque a vida que têm não lhes chega. Têm a vida a transbordar, e precisam de a despejar em algum lado. Depois agarram as palavras, uma a uma, como se fossem réstias de um qualquer alimento. O alimento da vida, porque não?

Ou então não. Fartam-se da vida que levam, e necessitam de uma outra, em que possam escolher o amanhã e o depois, voltar atrás e saltar para a frente. 

Desejam agarrar o sonho, as ambições, controlar o Mundo. Pelo menos tentam. E não é vergonha, de todo, mas antes uma nobre coragem. Pois qualquer um consegue escolher as palavras para formar o Mundo, mas nem todos encontram um Mundo para formar as palavras.



Tumblr_m8k32zxwdj1qcz4s2o1_500_large

Pág. 2/2