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Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

16
Abr13

O que todos nós esperamos são telefonemas. Da vida.

Catarina Watson.

Hoje venho contar-vos uma história. A história de uma amiga, mas que poderia ser minha, ou vossa, certamente que igual à de alguém por aí.

Não querendo soar moralista, permitam-me que vos questione: O que é que esperam da vida? A sério, respondam-me. Não tenham medo de parecer ridículos, ou de cair na banalidade. Digam-me. Mas digam-me. É que há quem diga que quer amor, felicidade, dinheiro, saúde, amigos. 

Querem amigos? Vacinem-se contra a "curta memória". Vacinem-se contra a "desilusão". Depois, aí sim, encontrem amigos. Encontrem? Ainda hoje me pergunto, se somos nós que os procuramos, se são eles que nos encontram. Talvez todos nós procuremos a mesma coisa, até que, determinado dia e momento, colidimos nas rotas uns dos outros. Permanecemos, frente a frente, durante uns instantes. Mas depois continuamos o nosso caminho. Deve ser isso. E eu, cedendo ao meu lado sonhador, gostava de poder acreditar na amizade e no amor para sempre. Mas como o mundo não se faz só de sonhos, temo que isto não seja possível, e que me resta simplesmente deixar tudo na mão do destino. 

Porque, aquilo que eu menos queria, era que a minha história terminasse como a da minha amiga: "Não via a X desde os tempos da faculdade. Telefonava-lhe de tempos a tempos, e passavam «horas» ao telefone. Mas um dia, o Y disse-me que não podia ser sempre eu a telefonar. Que se aquilo era realmente uma amizade, a X também deveria ter a iniciativa de me ligar, preocupar-se comigo." 

E eu, temendo que a minha previsão se consumasse, ainda perguntei: "Então e quando deixaste de telefonar, o que é a que a X fez?"

Ao que a minha amiga respondeu: "A X? Espero um telefonema dela até hoje."


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11
Abr13

Coisas Antigas

Catarina Watson.

"nunca fui capaz de deitar os meus sentimentos cá para fora. Para alguns é tão natural como chorar: sentes  e “bam”, soltas tudo o que tens dentro de ti.

Eu não sou assim. Sou mais teimosa em deixar-me ir, difícil de levar por quem quer que seja.

No entanto, também não sou o gigante de marfim que muitos pensam que sou.

E, portanto, como faltavam exactamente 3 dias para a minha partida, decidi deixar lhe um bilhete.

Prometia voltar brevemente e nunca me esquecer dele. Prometia ligar todos os dias.

Mas aquilo era mais um pedido de «não te esqueças de mim», do que outra coisa.

Deixei o bilhete em cima da mesa e vim-me embora, esperando que ele compreendesse. Que ele não me esquecesse."

 

O que eu escrevia há um tempo atrás, quando sonhava ter um italiano para noivo e achava que conseguia agarrar o mundo. Watson, não mudaste nadinha.