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Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

Tens a loucura que a manhã ainda te traz

Este blog resume-se, basicamente, aos meus devaneios mentais.

21
Jun12

Coisas que toda a gente sabe, mas é o que se arranja por aqui. Amelie, Amelie.

Catarina Watson.

Eu acho alguma piada, sinceramente, a umas imagens que andam a circular pela internet com mensagens do tipo: "Acabem com os estereótipos. Algum dia viveremos num Mundo sem diferença?". E, depois, as mesmas pessoas que partilham essas mensagens chegam a uma festa e bebem, e ridicularizam quem não "bebe"; são capazes de fazer as figuras mais desapropriadas nos locais mais inadequados; gozam com o miúdo gordo, ou com a rapariga dos óculos.

Estou a falar de adolescentes, claro está. Mas, no entanto, podería parafrasear o texto acima para alguns adultos.

Que vivemos numa sociedade injusta, hipócrita e preconceituosa todos nós sabemos. Mas, não nos façamos de vítimas: todos nós, pelo menos uma vez na vida, já fomos preconceituosos. Criticamos baseados no aspecto, julgamos pelo comportamento. E, depois, formulamos juizos de valor ou apontamos o dedo aos outros - tal como eu estou a fazer neste momento - porque é muito mais fácil. É sempre mais fácil apontar os defeitos dos outros, do que olharmos primeiro para nós próprios e reconhecermos, além das nossas virtudes, os nossos defeitos. Isso só demonstra sabedoria e generosidade.

Afinal de contas, na minha opinião, é precisamente aqui que reside todo o problema da intolerância. Conhecemo-nos mal, mas conhecemos ainda pior o desconhecido. E, por essa razão, temê-lo.

 

Não gostamos de gordos nem de muito magros, nem de feios, nem photoshop. Uns não gostam de gays. Outros não gostam de "pretos". Uns dizem mal daquele que dorme ali no vão de uma escada, porque anda metido na droga; outros não gostam no ministro X que tem corrupção escrita na testa. 

E no meio de toda esta variedade de linguas, cores, escolhas, preferências, haverá sempre alguém incompreendido ou injustiçado. Daí a minha insistência com o "conhecermo-nos a nós próprios". Porque o primeiro passo para nos sentirmos bem com outrém é aceitarmo-nos a nós mesmos. Ninguém, para além de nós, deverá saber precisar todos os nossos pontos fracos, mas também qualidades. Caminhamos a passos largos para o isolamento, consumindo-nos pela "tempo".

Precisamos de confiança, de auto-estima e vivacidade. Positivismo, acima de tudo. Dediquemo-nos então à simplicidade, porque tudo parte daí. Dediquem-se à vossa família e aos vossos amigos, valorizem aquilo que vos cerca. Olhem, dediquem-se ao amor, porque não?

 

 

 

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